quarta-feira, 6 de junho de 2012

Gestão de Processos em Hospitais Parte 2: Objetivos e Benefícios

Por Jaime Gil Bernardes
Em continuidade ao post anterior sobre gestão de processos (http://goo.gl/9o2Fp), onde defini o que seria a gestão de processos em hospitais, suas principais características e sua importância para as organizações hospitalares, discorro agora sobre os objetivos e os benefícios de uma organização hospitalar analisar e gerir seus processos.
Existem muitas variáveis a serem consideradas em um hospital, sendo justamente por isso, que os processos tem que ser analisados, discutidos e principalmente descritos. Estas variáveis passam pela característica de cada paciente, pela estrutura e recursos do hospital, pela capacidade de negociação com fornecedores, pelo corpo clínico, pela adequação da equipe, pelas políticas de saúde pública, pela negociação com operadoras de planos de saúde, etc. Existe a máxima que diz que temos que mudar constantemente para permanecermos do mesmo jeito, pois o mundo muda ao nosso redor.
Mesmo assim as organizações estão presas a processos criados quando o mundo era outro, alguns de muitas de décadas anteriores. Muitas vezes as organizações nem sabem que estão com seus processos defasados. Por isso a necessidade de analisar e gerir seus processos.
Então, acredito que os objetivos principais da gestão de processos, que passa pela análise de cada processo interno, sejam os seguintes: 
Adequar os processos à estratégia (essencial): Tudo em uma organização tem que girar em torno da estratégia definida pela cúpula, sendo esta estratégia a razão de ser de uma organização. Portanto, todos os processos tem que serem voltados para esta estratégia.
Definir responsabilidades: Saber exatamente o que cada integrante da organização tem que fazer, definindo a sinergia entre as pessoas.
Formalizar os processos: Os processos tem que estar descritos, formalizados, de tal forma que, se houver substituição de pessoas, os processo continuam a funcionar e só serão alterados se houver uma nova discussão a respeito daquele processo. As pessoas são passageiras em uma organização, mas os processos tem que ser permanentes.
Criar interfaces entre os processos: Determinar onde um processo termina e quando outros começa, sem descuidar do aspecto que os processos tem que ser interligados. Nesse aspecto o desenho do fluxo do processo é de extrema importância.
Focar no cliente: Tudo que se faz em uma organização tem que ter o cliente como objetivo principal. Todos os processo tem que ser direcionados a agregar valor ao cliente. Os processos que não atendem a este requisito devem ser eliminados.
Adequar pessoas e suas competências: Colocar as pessoas certas nos processos certos. Isso tem que ser discutido.
Determinar e analisar trade offs: Quais os processo que deixaram de ser feitos e que agregariam valor à organização e ao cliente.
Buscar o aperfeiçoamento contínuo: Somente com a compreensão completa dos processos, temos como mudar e melhorar, na busca do aperfeiçoamento. E depois de melhorar, entender que podemos melhorar ainda mais.
Verificar falhas no atendimento: Os momentos da verdade - momentos em que a organização entra em contato com os clientes – devem ser constantemente analisados e aperfeiçoados, de tal maneira que a percepção do cliente seja positiva. Com o mapeamento e gestão dos processos de atendimento, podemos ver onde podem ocorrer estas falhas.
Revisão das práticas assistenciais: Os processo de acreditação carecem do desenho de cada processo assistencial, de tal forma que a segurança do paciente seja prioridade.

Dito isso, podemos descrever os benefícios que a análise e gestão de processos podem trazer para uma organização hospitalar:
Compartilhamento do conhecimento: Todos conseguem ter acesso a documentação da rotina do hospital, possibilitando o entendimento da organização como um todo, sem perder o foco no detalhe.
Identificação de melhorias: O que não foi detectado anteriormente, pode ser constantemente analisado, permitindo a melhoria contínua.
Retenção de informações na organização: Com os processos definidos e manualizados, as informações ficam de propriedade da organização e não das pessoas que lá trabalham. As pessoas podem ir embora e a informação e o conhecimento fica.
Monitorar a qualidade de cada setor: Permite a criação de indicadores setoriais e globais, possibilitando a análise e melhoria.
Alinhando a comunicação interna: A informação fica mais clara, eliminado os ruídos internos.
Rastreando os pontos falhos os pontos ótimos: Conhecendo os processos e determinando indicadores, é possível verificar o que se fez de ruim e eliminar, assim como verificar o que se fez de bom e replicar para os outros processos.
Senso de responsabilidade: Cada colaborador entende a sua missão dentro do hospital e percebe que cada ação sua reflete nas fases seguintes do processo.
Importância do trabalho de cada um dentro de um todo: Cada colaborador entende como seu trabalho é importante dentro da cadeia de processos, fazendo com que seja mais orgulhoso do que faz. Isso implica, ainda, com que haja a percepção que todas as atividades dentro da organização são importantes e interligadas, reforçando a consciência do trabalho em equipe.
Pelo entendimento do fluxo de valor: Mostra claramente o que realmente agrega valor ao paciente, podendo perceber o que não é importante e que pode ser eliminado do processo, gerando economia.
Entendimento estratégico: Se os processos estiverem adequados, fica claro entender quais os objetivos estratégicos, seja da organização ou mesmo do setor. Este é o maior benefício da gestão de processos, pois todos os processos ficam voltados para o que realmente interessa, ou seja, a estratégia da organização, não permitindo que interesses individuais se sobreponham aos interesses da organização hospitalar.

Com a visão do processo bem estrutura, difundida e consolidada, os silos funcionais tendem a desaparecer, aparecendo o trabalho em equipe.
Os profissionais tendem a atuar de forma colaborativa e em equipes multidisciplinares, focadas não somente nos interesses do seu setor, mas nos resultados e na atuação nas diversas fases.
A organização passa a compreender melhor as inter-relações entre os processos e o impacto sistêmico dos resultados de cada etapa no desempenho global. A comunicação melhora e os conflitos tendem a diminuir.

[Veja também: 
Por que Gerir ou Analisar Processos em Hospitais - http://goo.gl/jhGR8 e
Gestão de Processos em Hospitais - http://goo.gl/STKu4]

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Problemas com hotelaria ocupam tempo de enfermeiros

Pesquisa do Albert Einstein aponta que profissionais de enfermagem dedicam-se 30% do tempo para resolver problemas de hotelaria e, muitas vezes, deixam de realizar atividades inerentes a seu departamento

Por Cínthya Dávila de saudeweb.com.br

Um estudo realizado pelo Instituto de Ensino e Pesquisa (IEP) do Hospital Albert Einstein, realizada com hospitais brasileiros, constatou que as alas de enfermagem dedicam 30% do seu tempo em solucionar problemas ligados à hotelaria hospitalar.

De acordo com o coordenador e professor do curso de pós-graduação de “Gestão da Hotelaria Hospitalar” pelo IEP, do Hospital Albert Einstein, Marcelo Boeger, esses resultados foram encontrados em instituições de saúde que não possuem uma estrutura de hotelaria hospitalar bem fundamentada.

“Existem hospitais que possuem o sistema de hotelaria abarcados em outros departamentos, da mesma forma há também os que realizam de forma pulverizada. E, quando é feito de forma pulverizada, muitas vezes, a resolução destes problemas acaba ficando por conta do departamento de enfermagem”.

Boeger conta que, da mesma forma que os profissionais de enfermagem se dedicam em resolver problemas ligados à hotelaria hospitalar, foi observado que atividades que são inerentes ao departamento de enfermagem não estavam sendo realizadas. Isso estava resultando em queda de pacientes, erros na administração do medicamento, infecção do trato urinário, entre outras dinâmicas relacionadas ao ofício.

O professor fala que é preciso que os hospitais olhem para essas questões, pois problemas como esses podem comprometer a satisfação do paciente com o atendimento realizado na instituição.

Hospitalidade
Mais do que um conceito de hotelaria, para Boeger, a hospitalidade está ligada a questões de atitude e, não, limita-se a serviços de apoio. “Os serviços de apoio devem atender bem os seus clientes, mas a hospitalidade ultrapassa os limites e as classificações que um organograma impõe”.

O executivo destaca que a hospitalidade tem mais a ver com o nível de importância que a recepcionista irá demonstrar aos pacientes às duas da manhã. E ressalta que os colaboradores do hospital devem ter noção da importância das funções que desempenham, pois a todo o momento, eles são considerados cartões de visita dos hospitais.

Momentos
O acadêmico explica que a experiência do paciente dentro do hospital pode ser dividida em quatro momentos diferentes:
1º – Momento que acontece antes de chegar ao hospital, quando o paciente compra o plano de saúde, decide fazer uma consulta ou uma pré-internação.
2º Quando ele chega ao hospital até a hora que ele entra no centro cirúrgico ou apartamento. “Ocorre uma mudança no estado de espírito do indivíduo e é preciso que a instituição contribua para que a pessoa se sinta confortável e acolhida”.
3º Considerado por Boeger um dos grandes nós, é quando o paciente está internado assistindo ao abastecimento e à retirada dos materiais relacionado à hospedagem do paciente.
4º Da alta física até a hora que a pessoa sai do hospital.
“São situações distintas passíveis de frustração, por isso todos os processos devem ser mapeados”, explica Boeger.

Questionamentos
Segundo Boeger os gestores de saúde já sabem as respostas e a maneira como os problemas devem ser conduzidos. No entanto, existem algumas questões que cada um deve refletir se é realizada dentro da sua instituição:
- Existe prazo para agendamento cirúrgico?
- Há um bate mapa com o mapa de leitos?
- O cadastro do cliente está completo?
- O pedido médico de materiais é simultâneo ao agendamento?
- Existe prazo para a autorização de materiais especiais?

“Questões como essas não têm a ver com hotelaria hospitalar, mas atrasam os processos. As pessoas, muitas vezes, não deixam de ser atendidas por falta de leitos, mas por ausência de uma gestão sistêmica”.
Ele finaliza ao dizer que mais do que um agregador de qualidade assistencial, tempo é vantagem competitiva dentro das instituições e, por isso, deve ser valorizado.

Texto originalmente publicado em http://saudeweb.com.br/30079/veja-quais-sao-os-principais-erros-de-hotelaria-dentro-dos-hospitais/?utm_campaign=twitter&utm_medium=twitter&utm_source=twitter

segunda-feira, 21 de maio de 2012

9 motivos para ter acreditação hospitalar

Pesquisa mostra as principais razões que motivam os hospitais a entrarem em um processo de certificação. Segurança eficiência no tratamento com pacientes estão entre os maiores incentivos

Uma pesquisa realizada pelo Centro de Estudos em Gestão em Gestão de Serviços de Saúde denominada Panorama da Acreditação Hospitalar no Brasil denominou os principais motivos que levam os hospitais brasileiros a participarem de um processo de acreditação.
De acordo com o estudo, a partir da literatura e das entrevistas realizadas com os gestores dos hospitais, pode-se concluir que existem dez grandes motivadores deste processo.
Veja a seguir:

  • Aumentar a segurança do paciente
  • Aumentar a eficiência no atendimento ao paciente
  • Estimular a cultura da qualidade na organização
  • Avaliar objetivamente o desempenho do hospital
  • Aumentar a integração entre os setores do hospital
  • Desenvolver a cultura da mensuração no hospital
  • Aumentar a segurança dos funcionários no trabalho
  • Alcançar a padronização dos processos
  • Aumentar a satisfação dos pacientes

Texto originalmente publicado em saudeweb.com.br.
http://paper.li/danielncmartins/1314796176

terça-feira, 15 de maio de 2012

6 ideias de TI em saúde que irão mudar a medicina em 2012

Inteligência Artificial - I.A., Big Data, Impressão 3D, Redes Sociais são algumas tecnologias que irão revolucionar o segmento
Por  Josh Constine Tech Crunch – saudeweb.com.br
“No futuro, talvez em vez de prescrevermos remédios, prescreveremos apps”, afirmou o diretor executivo da FutureMed da Singularity University, Daniel Kraft, ao discutir as grandes tendências em tecnologia de saúde. Kraft acredita que ao analisar as tendências é possível adquirir a habilidade de reinventar a medicina e construir importantes modelos de negócio. “Vamos analisar como I.A. (Artificial Intelligence), big data, impressão 3D, redes sociais de saúde e outros novas tecnologias ajudarão com um melhor cuidado médico”
Inteligência Artificial
Kraft conta que o Siri da Apple e o Watson da IBM estão começando a ser aplicados em questões médicas. Eles ajudam com apoio ao diagnóstico e decisões médicas tanto para pacientes quanto para médicos. Por meio da nuvem, qualquer dispositivo poderá acessar o IA.
Por exemplo, um aparelho de Raio X na África poderia mandar as imagens por meio da nuvem onde um IA médico poderia analisá-lo. Exames de Papanicolau e mamografias já têm alguns aspectos lidos por meio de padrões de reconhecimento ou elementos IA.
A IA tem o potencial de ajudar alguns campos da medicina, como a dermatologia, que é um campo com base em padrões. Logo, os médicos clínicos irão mandar fotos para a nuvem, elas então serão analisadas por um IA e determinar “isso parece com um melanoma perigoso” ou “é normal”. Isso poderia fazer com que a procura por dermatologistas diminuísse.
Por outro lado, há também apps para consumidores como o Skin Scan, onde por US$5 é possível tirar a foto de uma lesão e enviá-la para a nuvem, então é possível saber se ela é perigosa ou não. Se for perigoso, ele te ajuda a achar um médico na vizinhança, o que pode ajudar os dermatologistas a conseguirem mais pacientes. Muitos campos irão mudar por causa da inteligência artificial, padrões de reconhecimento e testes mais baratos.
Big Data
De acordo com Kraft, é possível conseguir mais e mais dados a preços mais baixos. O exemplo disso é o genoma humano e o seu sequenciamento. Custava um bilhão de dólares ou mais há 10 anos. Entretanto, esse preço caiu rápido após a lei Moore chegando a custar menos de US$ 5.000 quando pedido online.
Talvez 10.000 pacientes tenham sido sequenciados no ano passado. Nesse ano, pode ser 100.000 e logo um milhão. A sequência de genoma poderia ter o custo de um exame de sangue.
Ele diz que o desafio aqui é fazer com que os dados façam sentido e as informações levem à ação sem que oprima o paciente ou o médico.
“Acho que precisamos fazer planilhas como as dos pilotos de caça. Os dados seriam medidos por meio de sensores onipresentes, como os feitos pela GreenGoose e Microsoft Kinect, que pode medir a atividade pela casa. Seria como ter dicas de que algo não estava indo bem, e que é melhor buscar ajuda ou então te guiar para a terapia apropriada”.
Impressão 3D
A impressão 3D está no mercado já há um tempo, mas é aplicada na medicina como por exemplo escanear o restante da perna de um paciente que a teve amputada. É possível então construir uma prótese com o tamanho correspondente. A impressão 3D é a integração com o rápido desenvolvimento das células tronco e medicina regenerativa, com a tinta 3D sendo substituída por células tronco. No futuro, é provável que usemos impressão 3D e células tronco para formarmos arquivos e peças de reposição. Essa atividade vai começar com tecidos simples e eventualmente vamos imprimir órgãos.
Rede Social de Saúde
As redes sociais têm a habilidade de mudar nosso comportamento. Quando sua escala de peso é compartilhada com seus amigos, você recebe congratulações pelo sucesso e pressão, se não se manter na dieta. Redes sociais também podem ter grande poder no rastreio e previsão de doenças. James Fowler, coautor do livro Connected, agora trabalha com o Facebook para analisar dados de saúde. Não é de surpreender que quanto mais amigos você tenha, mais cedo pega a gripe na época de contágio. Esse recurso pode ajudar a prevenir que você pegue a gripe e os passos para evitá-la.
Na era do Facebook, com as pessoas mais abertas ao compartilhamento de informações de saúde, seus históricos serão compartilhados por meio de serviços como o Patients Like Me e Cure Together , por pacientes com problemas similares. Isso permitirá a melhoria nos testes clínicos.
Comunicação com médicos
Novas plataformas de comunicação similares ao Skype e FaceTime irão ajudar com a comunicação entre médicos e pacientes. Muito desse recurso já existe. O desafio geralmente não é a tecnologia em si, mas os mercados de regulamentação e de reembolso. Se houver conversa com um médico por meio do iPhone, é preciso que seja protegida pelo HIPAA. Os médicos também terão que ser pagos de alguma maneira. Não atenderão sua chamada para tratar de um soluço ou olhar fotos de alergias a menos que recebam por isso.
As regras do sistema precisam se adaptar para se tornar Accountable Care Organizations, que recompensam médicos e planos de saúde par manter os pacientes saudáveis em vez de pagar a mais por procedimentos extras realizados.
Mobilidade
A capacidade de ter o telefone conectado ao registro de saúde e acompanhar as métricas médicas terá vastas repercussões. Embora alguns não sejam liberados para venda nos Estados Unidos, dispositivos como o eletrocardiograma Alivecor podem monitorar seu coração em tempo real, enviar os dados para a nuvem e permitir que seu cardiologista os analise instantaneamente. Outros dispositivos transformam telefones em otoscópio, para examinar seu ouvido ou medidores de glicose.
Autodispositivos como o Fitbit, Jawbone UP, e outros, permitirão que terapias sejam mais eficazes do que levar os dados anotados em um pedaço de papel.
Eventualmente esses dispositivos irão realizar o equivalente ao tricorder da Star Trek que desempenha uma série de funções médicas. Aliás, há um XPrize no valor de US$10 milhões proposto para recompensar o inventor no primeiro tricorder funcional.
Infelizmente, as regras do sistema e o desinteresse dos Estados Unidos está afastando a inovação. Muito do trabalho com uso de telefones móveis na área de saúde está sendo feito na África e Índia. Os Estados Unidos precisa encontrar uma maneira de resolver seus problemas de regulamentação, caso contrário, o emprego e a renda destinada a esses recursos irão para o exterior.
Texto originalmente publicado em http://saudeweb.com.br/26879/6-ideias-de-tecnologia-da-area-de-saude-que-irao-mudar-a-medicina-em-2012/

Economia do comportamento reduz gastos com doenças crônicas

Pesquisa da Ernst & Young mostra que as empresas que focarem sua atenção em adquirir conhecimento sobre o que motiva o comportamento dos indivíduos poderão obter melhor posicionamento no mercado
Por Cínthya Dávila – saudeweb.com.br
Mais do que pensar em como alavancar as receitas, as empresas e instituições de saúde vão precisar focar sua atuação nos pacientes. É o que informa um estudo realizado pela Ernst & Young. Com o nome de Progressions – The third place: healthcare everywhere, o estudo mostra que para manter a sustentabilidade do sistema será necessário gerar mudanças de comportamento nos consumidores.
De acordo com o CEO global da área de Life Sciences da Ernest & Young, Glen Giovannetti, com as doenças crônicas representando 75% de todos os gastos de saúde em países desenvolvidos, pensar em maneiras de reduzir os custos vem se tornando cada vez mais necessário.
“Não há mais como financiar gastos excessivos com saúde. As empresas e os governos não possuem capital para custear estes serviços”.
O executivo conta que as instituições e empresas de saúde devem incentivar essa realidade, porque a adoção de um estilo de vida cada vez mais saudável pode reduzir significativamente os gastos das seguradoras, especialmente no tratamento de doenças crônicas.
Entendendo o paciente
Para Giovanetti, as empresas que focarem sua atenção em adquirir conhecimento sobre o que motiva o comportamento dos indivíduos e aplicar essa informação na produção de modelos de negócios direcionados aos pacientes poderão obter melhor posicionamento no mercado.
A pesquisa mostra que para que seja possível entender e modificar o comportamento do paciente, as companhias terão que focar em obter mais conhecimento no campo da economia comportamental. “O desenvolvimento de produtos e serviços com as características que sejam mais relevantes à vida dos indivíduos, focando na experiência do consumidor. Como a criação de informações, ao invés de apenas vender remédios e produtos”.
Em consonância com o direcionamento dos negócios também nos pacientes, a pesquisa mostra que as novas tecnologias, como aplicativos, smartphones, mídias sociais, sensores e monitores vão permitir que os indivíduos tenham mais controle sobre as informações de sua saúde.
O presidente da Ernest Young no Brasil, Frank De Meijer, explica que essas inovações no campo da tecnologia estão gerando o que o relatório descreve como o “terceiro local” em healthcare. “Isso representa uma mudança do epicentro dos sistemas hospitalares, que sempre estiveram localizados nos hospitais e consultórios para qualquer localidade”.
 De Meijer acredita que essas mudanças podem trazer mais sustentabilidade ao setor. Mas ressalta que também podem diminuir o potencial competitivo das empresas que não se adaptarem a essa realidade.
Ferramentas
Giovanetti conta que, nos Estados Unidos, 50% dos pacientes não seguem as recomendações dos médicos. “Isso é um dos principais motivos que faz com que as pessoas tenham que retornar aos hospitais e consultórios para reiniciarem os tratamentos”.
De acordo com ele, se os pacientes entenderem mais sobre sua saúde, bem como o preço desse investimento para o setor e tiverem um relacionamento mais próximo com médicos poderão obter mais eficiência nos tratamentos.  
As mídias sociais também possuem alta representatividade neste processo. De Meijer conta que se baseando nos aumentos de mídias sociais especializadas em saúde é possível identificar os padrões de doenças existentes entre as populações, criando assim iniciativas de promoção e prevenção de saúde, juntamente com tópicos de discussão.
Para De Meijer uma forte tendência para o futuro é a consolidação da “gamification”, a utilização de jogos eletrônicos utilizados para a promoção de bons hábitos, como dieta, controle de peso e adesão à medicação.
“Empresas têm desenvolvido programas combinando o uso de jogos, mídias sociais, e tecnologias para atender, por exemplo, as empresas que buscam motivas seus funcionários a adotarem hábitos saudáveis”.
Resultados
Os executivos afirmam que as companhias podem aumentar a aderência, fidelizar os clientes as suas marcas e fazer uso da economia do comportamento para entender o que motiva os pacientes.
Eles citam um estudo realizado pela Universidade da Pensilvânia, que usou mecanismos baseados em loterias e economia do comportamento para diminuir a adesão dos pacientes ao medicamento Warfina, (utilizado na prevenção de trombose). E conseguiram diminuir o índice de 36% para 4%.
“Entender as motivações dos pacientes pode permitir que as companhias criem ofertas personalizadas”, afirma Giovanetti
Ele finaliza ao dizer que esse caminho ainda está no começo, seja no Brasil ou em qualquer outra parte do mundo. “Até agora poucas entidades têm conseguido colocar isso em prática”.
Texto originalmente publicado em http://saudeweb.com.br/29720/focar-so-em-negocios-nao-adianta-deve-se-prestar-atencao-nos-pacientes/?utm_campaign=twitter&utm_medium=twitter&utm_source=twitter

quarta-feira, 2 de maio de 2012

O que está acontecendo com a profissão de contador?

Por Jaime Gil Bernardes

Dois aspectos me chamam a atenção em relação a profissão contábil: a falta de valorização profissional e a falta de qualificação dos profissionais. É uma falácia, mas é o que está acontecendo.
Se por um lado, a contabilidade tem se mostrado cada vez mais como um setor estratégico dentro de uma organização, com informações confiáveis e cada vez mais rapidamente atualizadas, sendo um verdadeiro sistema de informações (os ERPs migram toda a sua gama de informações para a contabilidade), temos do outro lado profissionais que insistem em permanecer escondidos atrás da coluna, não se atualizando, não mostrando para o que vieram.
Claro que existem muitos bons profissionais, muitos com excelente formação e sempre interessados em se atualizar, capacitados para discutir os assuntos estratégicos da empresa em um nível altíssimo e sendo bem remunerados para isso. Felizmente este profissionais elevam o conceito da profissão contábil.
Mas, nos últimos meses tive a oportunidade de fazer auditoria contábil em algumas empresas e percebi que alguns contadores não se atualizaram devidamente, principalmente no que se refere a convergência à contabilidade internacional, ao IFRS e toda a nova legislação que desencadeou a partir de 2008. Incrível saber que muitos profissionais nem leram nada a respeito, não freqüentaram cursos e que apenas “ouviram falar”, deixando este assunto para depois. Mais incrível, ainda, ver contadores que não tem familiaridade com a informática, com e-mails, com relatórios gerenciais, com planilhas eletrônicas, contando com um assistente contábil para lhe auxiliar nestas tarefas que deveriam ser básicas. Estes mesmos contadores são aqueles que ficam reclamando que as empresas não os valorizam.
De quem é a culpa pela falta de valorização: do empresário que não quer desembolsar um salário (ou honorário) adequado, acreditando que a contabilidade é “apenas um custo”, ou do profissional que quer continuar a fazer apenas a sua contabilidade tributária, esquecendo a real missão que a contabilidade tem dentro da organização que é registrar tudo o que acontece e construir relatórios societários, devolvendo ao empresário uma informação de qualidade.
Somado a isso, ainda faltam cursos de especialização, de mestrado e de doutorado em Ciências Contábeis. Faltam mestres e doutores em Ciências Contábeis. Faltam cursos específicos em nível acadêmico visando o aprimoramento da profissão contábil, que poderia desencadear uma revolução na maneira como as organizações enxergam o setor de contabilidade. Falta que as universidades ensinem não apenas o básico, mas que mostre aos futuros profissionais a importância da profissão para o desenvolvimento da Nação.
Acredito que ainda falta um canal de comunicação entre as organizações e o seu próprio setor contábil. Esta falta de comunicação se dá porque os empresários não possuem uma base contábil consistente (sou a favor dos cursos do tipo “contabilidade para não contadores” para difundir este conhecimento) e não sabem utilizar esta ferramenta, aliado ao estigma que muitos contadores possuem de que são apenas custo na empresa, ficando com medo de se expor, não aparecendo para dar sua opinião, não efetivamente contribuído com a estratégia organizacional com suas informações e análises.
Outro aspecto da valorização profissional que me surge é a concorrência por valor de honorários ou por salário. A competição está trazendo os valores para baixo em um momento justamente em que temos que nos valorizar, pois o mercado está mudando e temos que mudar esta forma de negociação. Faltam bons profissionais e estes bons profissionais tem que serem reconhecidos pelo conhecimento.
Este é o momento de aprender tudo de novo no que refere a Ciências Contábeis. Não só no aspecto da nova legislação contábil, mas como os contadores se portam, como negociam seus honorários, qual a resposta que dão para as empresas. Está na hora de mostram para o que viemos, de participar estrategicamente das empresas, mostrar o que elas tem de bom e de ruim e utilizar a informação para impulsionar as empresas. Só assim os contadores terão condições de serem reconhecidos e valorizados.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Como transformar a sua empresa numa organização que aprende

Autor do clássico "A Quinta Disciplina", Peter Senge vem se dedicando há anos em desenvolver esse tipo de organização

Por Arthur Diniz de administradores.com.br

É muito interessante quando se fala hoje com profissionais de Recursos Humanos sobre organizações que aprendem. Todos querem trabalhar em organizações como essas, mas quase ninguém viu uma ou sabe exatamente como funciona. Como podemos então definir que organização é essa? Tenho trabalhado para desenvolver líderes de alta performance nos últimos oito anos da minha vida e, cheguei a uma conclusão desafiadora: as organizações que terão sucesso no futuro serão aquelas que descobrirem como cultivar nas pessoas o comprometimento e a capacidade de aprender em todos os níveis da organização.
Para me aprofundar mais sobre o assunto fui, em março desse ano, aos EUA aprender com o maior especialista sobre organizações que aprendem, Peter Senge. Autor do clássico "A Quinta Disciplina", Senge vem se dedicando há anos em desenvolver esse tipo de organização. Aprendi com ele, finalmente, o que é essa tão desejada empresa. Numa organização que aprende:
- As pessoas sentem que estão fazendo algo que importa para elas pessoalmente e para um mundo melhor;
- Cada indivíduo de algum modo está se expandindo, crescendo ou melhorando sua capacidade de criar;
- As pessoas são mais inteligentes juntas do que separadas;
- A organização continuamente torna-se mais ciente da sua base de conhecimento;
- Visões do rumo da empresa emergem de todos os níveis. A responsabilidade da alta direção é gerenciar o processo pelo qual novas visões tornam-se visões compartilhadas;
- Os empregados são convidados a tomarem conhecimento do que está ocorrendo em cada nível da organização de modo que eles possam entender como suas ações influenciam os outros;
- As pessoas sentem-se livres para indagar umas as outras sobre suas premissas e modelos mentais;
- Existem poucas vacas sagradas ou assuntos inabordáveis;
- As pessoas se tratam com respeito, independente de terem opiniões diversas;
- Ninguém é morto por cometer um erro.
Parece o mundo da fantasia, não? Mas a verdade é que é possível criar e desenvolver ambientes como esse com um plano estruturado e com muita disciplina. Através do estímulo à aprendizagem em equipe e ao pensamento sistêmico, as empresas poderão aprimorar a capacidade de criar, aumentar a habilidade de dialogar e pensar em conjunto, revisando os conceitos que possuem em relação ao mundo e desencadeando um processo de mudança poderoso.
Vamos então ao plano. Precisamos desenvolver na organização três grandes capacidades: a capacidade de aspiração, a capacidade de desenvolver conversas reflexivas e a capacidade de entender a complexidade. Podemos então dividir nossa jornada nessas três grandes etapas. Vamos a elas:
Desenvolver a capacidade de aspiração
Como o próprio nome diz, essa capacidade envolve levar a todos na empresa a aspirar algo, querer mais, sonhar etc. Numa empresa que aprende as pessoas querem chegar a um lugar melhor do que onde estão hoje. Tem ambição no bom sentido. Elas têm o que comumente chamamos de visão de futuro. Essa visão de futuro precisa existir em duas grandes instâncias: pessoal e corporativa. As pessoas têm que desenvolver suas visões pessoais e juntas criarem também a visão do grupo e da empresa como um todo. Peter Senge chama a aspiração pessoal de domínio pessoal e a corporativa de visão compartilhada. Vamos falar sobre elas?
Domínio pessoal
É a disciplina de continuamente esclarecer e aprofundar nossa visão pessoal, de concentrar nossas energias e transformar sonhos em realidade. É o alicerce espiritual da organização que aprende. Comprometimento com o próprio aprendizado, aprofundando o crescimento e visão pessoal. Começa com a pergunta do que é realmente importante para você? É a disciplina do crescimento e aprendizado pessoal. As pessoas com altos níveis de domínio pessoal expandem continuamente sua capacidade de criar na vida os resultados que procuram e vivem suas vidas de forma criativa e não reativa. Por isso vivem num estado de aprendizagem contínua. Dessa busca pelo aprendizado continuo surge o espírito da organização que aprende. A energia construtiva que vem dessa capacidade é definida de forma brilhante na frase de Senge:
"A justaposição da visão (o que queremos) e uma imagem nítida da realidade atual (onde estamos) gera o que chamamos de 'tensão criativa'; uma força que tenta unir os dois, causada pela tendência natural de se buscar uma solução. A essência do domínio pessoal é aprender a gerar e sustentar a tensão criativa em nossa vida. Não se pode entender a verdadeira visão sem levar em consideração a ideia de propósito. Entendo por propósito a razão de viver de uma pessoa."
As melhores formas de se estimular o desenvolvimento do domínio pessoal numa organização são:
Criar uma organização segura para as pessoas criarem visões, onde o comprometimento com a verdade seja norma e onde o status quo seja questionado;
- Os líderes devem assumir o compromisso com o bem-estar de seus funcionários;
- Desenvolver uma visão de mundo mais sistêmica;
- Expressar nossa visão e ouvir a dos outros;
O líder deve servir de exemplo, comprometendo-se com seu próprio domínio pessoal, buscando aprendizado e melhoria constante.
Visão compartilhada
Visões compartilhadas são imagens que pertencem às pessoas que fazem parte de uma organização. Desenvolvem um senso de comunidade e dão coerência a diversas atividades. As pessoas buscam visões compartilhadas pelo desejo de se sentir conectadas a um empreendimento importante. Estimula o engajamento do grupo em relação ao futuro que se procura criar e elabora os princípios e as diretrizes que permitirão que esse futuro seja alcançado.
Quando realmente compartilham uma visão, as pessoas sentem-se conectadas, ligadas por uma aspiração comum. Ela é essencial para a organização que aprende, pois fornece o foco e a energia para a aprendizagem. Surge sempre de visões pessoais e é assim que obtém energia para estimular o comprometimento. É vital para a organização que aprende, pois fornece o foco e a energia para a aprendizagem. Ela muda o relacionamento das pessoas com a empresa. Em vez de "sua empresa", ela se transforma em "nossa empresa". Cria uma identidade em comum.
Para desenvolver essa competência a empresa precisa estimular a visão pessoal. As pessoas que têm uma forte noção de direção pessoal podem se juntar para criar uma sinergia em busca do que eu/nós realmente desejamos. A criação de uma visão compartilhada deve ser considerada um elemento central do dia-a-dia dos líderes e, para isso, devem estar dispostos a compartilhar continuamente suas visões pessoais. A participação e comprometimento são essenciais.
A disseminação dessa visão resulta de um processo de reforço de crescimento da clareza, do entusiasmo, da comunicação e do comprometimento. À medida que as pessoas falam nela, a visão se torna mais clara e cresce o entusiasmo pelos seus benefícios. A visão pinta o quadro do que queremos criar. Por isso é fundamental que sejam criadas de forma compartilhada.
Capacidade de desenvolver conversas reflexivas
Desenvolver conversas reflexivas envolve trabalhar duas competências numa organização: modelos mentais e aprendizagem em equipe. Vamos começar então por modelos mentais.
Modelos mentais
Modelos Mentais são pressupostos profundamente arraigados e generalizações que influenciam nossa forma de ver o mundo e agir. Os modelos mentais afetam o que fazemos, pois afetam o que vemos. Duas pessoas com modelos mentais diferentes podem observar o mesmo evento e descrevê-lo de forma diferente. O problema com os modelos mentais não é o fato de eles estarem certos ou errados, mas sim quando eles existem abaixo de nosso nível de consciência. Estando inconscientes não os examinamos e dessa forma eles permanecem inalterados.
Há três facetas para desenvolver a capacidade da organização de trazer à tona e testar os modelos mentais:
- Ferramentas que promovem a consciência pessoal e as habilidades reflexivas;
- "Infraestruturas" que tentam institucionalizar a prática regular dos modelos mentais;
- Uma cultura que promove questionamentos e desafios ao nosso pensamento.
Isso significa enfrentar as diferença entre o que dizemos (teoria esposada) e a teoria implícita no que fazemos (teoria em uso) e reconhecer os saltos da observação para a generalização. Significa expor o que normalmente não dizemos e analisar a eficácia dos modelos e das teorias para escolher os melhores e agir diferente.
Para exercitar essa competência precisamos estimular todos na empresa a:
- Tornar seu raciocínio explícito;
- Estimular as outras pessoas a explorar seus pontos de vista;
- Estimular as outras pessoas a fornecer pontos de vista diferentes;
- Fazer perguntas para entender os pressupostos de todos.
Aprendizagem em equipe
O objetivo de desenvolver essa capacidade é transformar as aptidões coletivas ligadas a pensamento e comunicação, de maneira que grupos possam desenvolver inteligência e capacidades maiores do que a soma dos talentos individuais. Isso começa pelo diálogo, ou seja, a capacidade dos membros deixarem de lado as ideias preconcebidas e participarem de um verdadeiro pensar em conjunto. Para que uma organização desenvolva essa capacidade, é necessário ter um objetivo comum, ou seja, já ter desenvolvido uma visão compartilhada e domínio pessoal. Sem essas capacidades desenvolvidas é muito difícil que haja aprendizagem em equipe.
A aprendizagem em equipe tem duas dimensões críticas:
- Discussão: analise de diversos pontos de vista trazidos pelas pessoas, muitas vezes com o objetivo de fazer com que um grupo aceite a visão proposta.
- Diálogo: ir além de qualquer compreensão individual. Os indivíduos ganham novas perspectivas que não poderiam ser obtidas individualmente.
Na aprendizagem em equipe a discussão é a contraparte necessária do diálogo. Para que o diálogo verdadeiro aconteça, três condições são necessárias. Em todos os processos de Coaching de Equipe essas regras ficam claras:
1. Todos os participantes devem "suspender" seus pressupostos.
2. Todos os participantes devem encarar uns aos outros como colegas.
3. Deve haver um facilitador que mantenha o contexto do diálogo.
No início do processo é bem difícil para os participantes respeitarem essas regras, mas, com o tempo, eles percebem a diferença na profundidade do resultado. São pouquíssimas as organizações e os grupos hoje que têm essa capacidade muito desenvolvida.
Pensamento sistêmico
Visão Sistêmica é a ultima capacidade fundamental e também a mais importante, pois integra todas as disciplinas anteriores. O pensamento sistêmico nos mostra de forma constante como as partes influenciam o todo. A visão sem o pensamento sistêmico acaba projetando lindas fotografias do futuro sem delinear os passos necessários para se chegar lá. É o pensamento sistêmico que coloca tudo junto.
Construir a visão compartilhada estimula o compromisso de longo prazo; os Modelos Mentais deixam claro quais são as limitações na forma da empresa ver o mundo; a aprendizagem em Equipe faz com que todos cresçam juntos e se respeitando; o Domínio Pessoal estimula todos na busca constante do próprio desenvolvimento e, por fim, o Pensamento Sistêmico é que faz tudo funcionar em conjunto com sinergia e sincronismo.
Esse é o caminho para se chegar a uma organização que aprende. Não é simples e nem fácil, mas, sem dúvida, vale a pena ser trilhado.
Arthur Diniz - é fundador e um dos principais executivos da Crescimentum. Autor do livro "Líder do Futuro - a transformação em líder coach". Possui MBA pela Columbia Business School em Nova York e certificado em "Liderança em equipes de Alta Performance" pelo Center for Creative Leadership. Foi alto executivo de empresas como Deutsche Bank e Santander. É professor de Empreendedorismo e Liderança nos cursos de pós-graduação do INSPER de São Paulo. 
Texto originalmente publicado em http://www.administradores.com.br/informe-se/administracao-e-negocios/como-transformar-a-sua-empresa-numa-organizacao-que-aprende/54342/